Regresso às aulas: 7 cuidados com a saúde oral das crianças para retomar em setembro
- há 2 dias
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Setembro é sinónimo de regresso à escola, novos horários, atividades, mochilas preparadas e manhãs novamente mais apressadas.
Para muitas famílias, é também o momento de recuperar algumas rotinas que ficaram mais flexíveis durante as férias.
E a saúde oral não deve ficar de fora.
Durante o verão, é normal haver alterações nos horários das refeições, mais gelados ou snacks, viagens, noites mais tardias e alguma irregularidade na escovagem. Isto não significa que exista necessariamente algum problema, mas faz de setembro uma boa altura para voltar a organizar os cuidados e perceber como estão os dentes e as gengivas da criança.
Uma avaliação de saúde oral no início do ano letivo pode ajudar a identificar alterações numa fase precoce, acompanhar a erupção dos dentes e esclarecer os pais sobre os cuidados mais adequados à idade.
Na Ribau Costa – Clínica Médica e Dentária, na Gafanha da Nazaré, acompanhamos crianças e famílias de Aveiro, Ílhavo e arredores com uma abordagem preventiva, tranquila e adaptada a cada fase do crescimento.
Porque é que setembro é uma boa altura para avaliar a saúde oral?
Não existe propriamente um “check-up obrigatório de regresso às aulas”. O que existe é uma oportunidade prática.
Quando começam novamente as rotinas escolares, os pais estão naturalmente a reorganizar horários, consultas, atividades e hábitos familiares. Aproveitar esta fase para verificar a saúde oral da criança pode facilitar o acompanhamento ao longo do ano.
As recomendações em odontopediatria reforçam que a periodicidade das consultas deve ser definida de acordo com as necessidades e o risco individual de cada criança, e não através de uma regra igual para todos.
Por isso, uma criança com maior risco de cárie, determinadas alterações de desenvolvimento ou tratamentos em curso pode precisar de ser observada com uma frequência diferente de outra criança sem esses fatores.
O importante é manter acompanhamento regular e não esperar necessariamente que apareça dor.
Escrito por: Equipa Editorial
Revisto clinicamente por: Dra. Vanessa Pacheco
Área clínica: Odontopediatria
Número profissional: OMD nº 11526
Última revisão: setembro de 2026
1. Voltar a criar uma rotina de escovagem
Durante as férias, os horários tendem a ser mais flexíveis. Com o início das aulas, tente voltar a integrar a higiene oral numa sequência previsível do dia.
Por exemplo:
pequeno-almoço → escovagem → mochila → escola
e, ao final do dia:
jantar → higiene oral → preparar o dia seguinte → dormir
Nas crianças mais pequenas, a supervisão dos pais continua a ser importante. Saber segurar numa escova não significa necessariamente conseguir limpar todas as superfícies dos dentes corretamente.
Dica para pais
Em manhãs mais apressadas, tente não deixar a escovagem para o último minuto antes de sair de casa.
Quando faz parte de uma sequência diária, há menos necessidade de estar constantemente a lembrar.
2. Confirmar se está a utilizar o dentífrico adequado
Uma dúvida frequente dos pais é:
“Que pasta de dentes deve o meu filho utilizar?”
A quantidade de dentífrico, concentração de flúor e forma como deve ser utilizada dependem, entre outros fatores, da idade e do risco individual de cárie. Em vez de escolher apenas pela embalagem ou por estar identificada como “infantil”, vale a pena esclarecer esta questão durante a consulta. O mesmo se aplica à quantidade colocada na escova. Mais dentífrico não significa necessariamente melhor higiene.
3. Observar os dentes que nasceram durante as férias
Nas crianças em idade escolar, a boca está em constante mudança. Um dente de leite pode cair. Um dente definitivo pode começar a nascer. Os primeiros molares permanentes podem surgir discretamente na parte posterior da boca. E alguns dentes podem aparecer numa posição que surpreende os pais.
Por isso, setembro é uma boa altura para olhar com atenção.
Reparou que nasceu um dente atrás de outro? Existe pouco espaço? Algum dente não caiu apesar de o definitivo estar a nascer?
Nem todas estas situações significam que exista um problema ou necessidade de tratamento. Mas podem justificar uma avaliação.
4. Não ignorar pequenas manchas ou alterações nos dentes
A cárie nem sempre começa com dor. Nas fases iniciais podem existir alterações muito discretas na superfície dos dentes. Os pais podem reparar, por exemplo, numa mudança de cor, numa pequena mancha branca ou escura ou numa zona que parece diferente das restantes. Nem todas as manchas são cáries e não é possível fazer um diagnóstico apenas através da aparência. É precisamente por isso que devem ser avaliadas.
Erro comum
“Como não dói, vamos esperar.”
A ausência de dor não significa necessariamente que esteja tudo bem.
Quando existe uma alteração nova ou persistente, é preferível perceber a sua origem.
5. Aproveitar para avaliar gengivas e higiene oral
A consulta infantil não serve apenas para procurar cáries. Também permite observar a higiene oral e as gengivas. Se existe acumulação de placa bacteriana, sangramento durante a escovagem ou zonas difíceis de limpar, pode ser necessário ajustar a técnica utilizada em casa.
Nesta fase, a consulta tem também uma componente educativa importante. O objetivo não é simplesmente dizer à criança que deve “lavar melhor os dentes”. É mostrar-lhe, de forma adaptada à idade, onde precisa de melhorar e como fazê-lo.
6. Estar atento à mordida e ao desenvolvimento oral
Entre aproximadamente os 6 e os 12 anos acontecem muitas alterações na dentição. Os dentes definitivos vão substituindo progressivamente os dentes de leite e os maxilares continuam em crescimento. É uma fase em que podem tornar-se mais evidentes situações como falta de espaço, dentes muito sobrepostos, mordida cruzada, mordida aberta ou outras alterações.
Uma avaliação nesta fase não significa automaticamente que a criança precise de aparelho.
Muitas vezes, a decisão pode ser simplesmente: acompanhar e voltar a avaliar mais tarde.
Este é precisamente um dos motivos pelos quais a avaliação ortodôntica durante o crescimento pode ser útil.
Se quiser aprofundar este tema, consulte também o nosso artigo:
“5 sinais para avaliação ortodôntica infantil: quando deve levar o seu filho ao dentista?”
7. Rever também alimentação e lanches escolares
Com o início das aulas voltam as lancheiras. E este é um dos pontos em que pequenas escolhas repetidas diariamente podem fazer diferença. Não se trata de proibir alimentos ou criar ansiedade em torno da alimentação. O objetivo é observar sobretudo a frequência com que os dentes ficam expostos a alimentos e bebidas açucaradas ao longo do dia.
Beber água regularmente e evitar que a criança esteja continuamente a petiscar entre refeições são hábitos simples que podem integrar uma rotina equilibrada de saúde oral.
Quando existem dúvidas, a alimentação pode ser discutida em consulta tendo em conta a idade e os hábitos reais da família.
E se o meu filho não tiver nenhuma queixa?
Pode continuar a fazer sentido avaliá-lo.
A prevenção serve precisamente para acompanhar antes de existirem sintomas.
Numa consulta de rotina podem ser observados os dentes, gengivas, higiene oral, erupção dentária, mordida e desenvolvimento da boca.
Além disso, permite que a criança se habitue gradualmente ao ambiente da clínica.
Quando as primeiras experiências acontecem de forma tranquila e sem estarem associadas a dor ou urgência, é geralmente mais fácil construir uma relação positiva com os cuidados dentários.
O que acontece numa avaliação de saúde oral infantil?
A consulta é adaptada à idade e colaboração da criança.
Normalmente começa por uma conversa com os pais para perceber antecedentes, hábitos, alimentação, rotina de higiene e eventuais dúvidas. Segue-se a observação clínica.
O médico dentista pode avaliar dentes e gengivas, higiene oral, erupção dos dentes, mordida e desenvolvimento. Quando existe indicação clínica, podem ser necessários exames complementares. Estes não devem ser feitos automaticamente a todas as crianças; são utilizados quando acrescentam informação necessária ao diagnóstico ou acompanhamento.
No final, os pais devem perceber claramente:
se está tudo bem, o que precisa de ser melhorado, o que deve ser acompanhado e quando faz sentido realizar a próxima avaliação.
Pequeno checklist para o regresso às aulas
Antes de começar o novo ano letivo, confirme:
O seu filho escova os dentes de manhã e antes de dormir?
A escovagem ainda é supervisionada quando necessário?
Sabe se está a usar a quantidade e o dentífrico adequados?
Nasceu algum dente novo durante as férias?
Há dentes sobrepostos ou com pouco espaço?
Reparou em manchas ou alterações de cor?
As gengivas sangram durante a escovagem?
Existe dor ou sensibilidade?
A criança mastiga normalmente dos dois lados?
Sabe quando foi realizada a última avaliação dentária?
Se existe alguma dúvida, não significa necessariamente que haja um problema.
Significa apenas que pode valer a pena avaliar.
Saúde oral infantil em Aveiro, Ílhavo e Gafanha da Nazaré
O início das aulas é uma boa oportunidade para recuperar rotinas e voltar a dar espaço à prevenção.
Na Ribau Costa – Clínica Médica e Dentária, acompanhamos a saúde oral das crianças desde os primeiros anos, procurando que cada consulta seja adaptada à idade, tranquila e explicada aos pais de forma clara.
O objetivo não é procurar tratamentos desnecessários.
É acompanhar o crescimento, identificar alterações quando existem e ajudar cada família a saber o que deve fazer em casa.
Neste regresso à escola, inclua também a saúde oral na rotina.
📍 RIBAU COSTA Clínica Médica e Dentária – Gafanha da Nazaré 📱 WhatsApp/Telefone: 917 033 444
Perguntas frequentes
É preciso avaliar a saúde oral mesmo sem dor?
A ausência de dor não exclui alterações iniciais. Uma avaliação preventiva ajuda a perceber se a higiene, as gengivas, a erupção dentária e o desenvolvimento oral estão dentro do esperado.
O que vale a pena rever no início do ano letivo?
A rotina de escovagem, o dentífrico utilizado, a alimentação, os dentes que nasceram durante as férias, as gengivas e possíveis alterações na mordida.



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